A Côtes de Beaune, onde a Pinot Noir é elaborada há milênia, é um lugar famoso por sítios demarcados por qualidade e diferenças únicas, muito devido à altitude de cada uma de suas colinas. Mas um único lugar dentro da Côtes de Beaune leva o nome “Teurons”, rastro da história milenar dos romanos nesta região, que trouxeram a produção de vinhos para a Borgonha.
Há quase 2 mil anos este sítio elabora alguns dos vinhos mais importantes da região, seus solos de calcário e argila permitindo tanto mineralidade e finesse nos vinhos quanto poder e robustez, sua posição de sudeste permitindo uma maturação plena de uvas frente o tão desejada sol da manhã.
Abordagem jovem, com respeito às tradições, integra a filosofia do enólogo e proprietário da domaine que leva seu nome: Arnaud Baillot, um dos mais proeminentes produtores da Borgonha desta nova geração.
Seus vinhos estão nas cartas de restaurantes de 2 e 3 estrelas Michelin, em Nova York, a exemplo do Eleven Madison Park, reconhecidos pelos maiores críticos da Borgonha.
Prestigiado com “1er Cru” em 1936, dizem que os vinhos de “Les Teurons” refletem o melhor da Beaune, um único meio termo entre os estilos mais delicados (Volnay) e musculosos (Pommard) da Pinot Noir.
Seus vinhos "exibem as complexidades do terroir da Borgonha, refletindo sua dedicação ao ofício e atenção aos detalhes" (Jancis Robinson).
Seguindo a tradição da apelação, Baillot e sua esposa, Laure, têm como foco a produção de vinhos espetaculares em pequenos lotes, com quantidades super limitadas. Este? Apenas 360 garrafas produzidas. Raríssimo. Para o Brasil? Impossível de encontrar!
Este 100% Pinot Noir foi elaborado com uvas cultivadas de forma orgânica, sob a supervisão de Baillot.
De safra “irresistível”, como classificou James Suckling, ao premiar 3 dos vinhos de Arnaud Baillot de 2022 (ele não avaliou o Beaune ainda).
Dono de um bouquet aromático sedutor, este vinho abre em notas de frutas vermelhas frescas e maduras, cerejas ainda não no ponto de colher com framboesas suculentas, dando lugar para especiarias doces, que nem cardamomo e canela e fava de baunilha, quase imperceptível, leve herança da passagem por barrica de carvalho, que evolui depois para cereja maraschino e traços de vegetação rasteira.
Na boca, revela toda a sua personalidade com uma estrutura notável, paladar amplo e generoso, com bela densidade das cerejas maduras, vibrante, fresco, com uma certa eletricidade aportada pela acidez, sustentada por taninos firmes e elegantes, aveludados, cativantes. Nuances terrosos, frutas vermelhas mais secas, um certa musculatura que lembra Pommard se aparenta com passar do tempo na taça, sem perder a finesse, a elegância, a marca deste famoso terroir milenar.
É um vinho para envelhecer que pode ser apreciado agora, mas que irá revelar todo o seu potencial ao longo dos anos na adega.
Experimente harmonizar com uma salada morna de pato ou um belo assado de ave nobre ou até mesmo uma tábua de queijos.


